segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Japamala


como usar uma Japa Mala? 

O que devemos saber logo de raiz é que depois de a Japa Mala tocar na nossa pele, ela fica com ligação a nossa alma, é nossa e não deve ser emprestada a ninguém, é um objeto tão pessoal, pois vai carregar a nossa energia durante muito, mas muito tempo. Caso deseje limpar a energia que a Japa carrega lave-a com água do mar.



Quando é utilizado a Japa Mala, em oração ou entoação de mantras, nunca devemos tocar nas contas com o dedo indicador (façam como está na imagem), sendo que o dedo polegar deve contar o mantra em cada conta e ser o único dedo a mexer nas mesmas. Começa-se sempre pelo Meru ou Coroa, a zona que tem os fios de tecido a cor vermelha, laranja ou outra cor, e deve dar a volta completa, no fim da volta se desejar continuar a fazer os mantras, deve fazer o mesmo trajeto mas ao contrário, ou seja, começar na conta que acabou, no final acaba na cabeça da Coroa, na conta que fica de fora.
A recitação de mantras deve ser feita numa posição confortável, de olhos fechados e em voz alta, mas pode também fazer em silêncio ou fazer até no dia a dia, sem qualquer problema, pois manifesta a energia do plano divino na nossa Alma, imediatamente.

Deve-se no minimo fazer 108 repetições do mantra, mesma que tenha uma Japa Mala de pulso, que são apenas 27 contas, deve repetir até chegar ás 108 repetições. Deve sempre guardar a Japa Mala num local seguro, limpo e sagrado, próprio para ela, pois a Japa Mala deve ser mais que tudo um objeto de grande valor, sagrado, e não um simples artefacto que passado uns tempos é deitado para o lado, é algo único e especial, por isso deve estar num altar ou num local que possa estar em contacto com a energia divina.



A Japa Mala deve ser dada por um professor ou quando comprada, deve ser escolhida pela intuição, pelo o que o nosso coração nos diz, tal como o mantra que se adapta mais a nossa missão, lembre-se que é um trabalho conjunto entre a Japa Mala e a pessoa que a usa.

sábado, 30 de julho de 2016



Psicanálise Transpessoal


A Psicanálise Transpessoal entende o homem como um todo composto de corpo, mente e bioenergia. Seus sentimentos, sensações, emoções e intuição se integram numa existência que envolve aspectos conscientes e inconscientes. 




Tudo está ligado através de uma rede de inter-relações, de caráter energético, que estão em harmonia - o Todo integrado. 




Entendo que cada ser humano possui um vasto potencial que, geralmente, é pouco conhecido e pouco usado, estados superiores de consciência ainda inexplorados. Também acredito que cada um de nós tem dentro de si a capacidade de ter acesso a esse potencial, e usá-lo em benefício próprio. 




Compreender e administrar nossas emoções, sentimentos e nossas relações com os outros é uma tarefa de todo ser humano em seu caminho evolucional. O que ocorre geralmente é que as pessoas tem dificuldade e resistência para buscar ajuda devido ao medo de encarar sua própria fragilidade. 




Ao longo do meu tratamento vou direcionando a terapia para uma tomada de consciência, de reconhecimento do seu potencial, seus talentos, o sentido da vida. Acredito que possuímos um conhecimento interior, uma sabedoria daquilo que necessitamos para que esse processo se desenvolva, e a função da terapia é ajudar a identificar esses recursos internos, resgatar sua auto estima, apoiar o processo nas várias fases que irão ocorrer, estar acompanhando o que está acontecendo,e como cada um reage aos conflitos. 




Desenvolver o auto conhecimento e o uso da inteligência emocional propiciam uma compreensão maior dos problemas que enfrentamos, uma confiança maior em nós mesmos, superarmos as frustrações, nos motivarmos e principalmente a nos relacionarmos de forma harmônica com os outros. Todos esses fatores em harmonia estabelecem a base para uma auto estima equilibrada e uma sabedoria do viver. 




Para mim o sentido da vida está totalmente relacionado a aprender a abrir a mente para o novo, evoluir constantemente, mudar nossas estruturas e hábitos, a forma de reagir diante das coisas , dos fatos e das pessoas. 




Sabemos que as condições responsáveis pela maior parte das doenças estão vinculadas ao estilo de vida, as emoções desequilibradas, sentimentos destrutivos, atitudes e crenças conscientes ou inconscientes. Tais fatores quando não encontram meios de expressão são somatizadas no corpo e vão aparecer de acordo com a predisposição genética e com as fragilidades de cada pessoa. 




Cada vez mais temos pesquisas que mostram a relação que existe entre saúde, emoções e atitudes mentais. Há pensamentos, sentimentos e atitudes que predispõe o ser humano à doenças, tais como o ódio, tristeza exagerada, irritabilidade, medo, apatia, negativismo, rigidez, resistência a mudanças, negação dos sentimentos, vazio existencial. 




Começamos a terapia com o que é prioridade na vida da pessoa e direcionamos o paciente na compreensão do seu processo, seu ritmo e usar seu próprio potencial. As preocupações, queixas e principais assuntos tratados podem incluir: 




· irritabilidade exagerada, stress, agitação, transtornos de ansiedade. 

· alienação e apatia 

· aproximação da morte ou tristeza exagerada com relação à perda de um ser amado; 

· cansaço mental, stress profissional, e/ou investigação de uma mudança de carreira; 

· abuso,rejeição e abandono na infância ou adolescência; 

· problemas somáticos - dores crônicas, crises 

· dificuldade de fazer escolhas ou de alcançar metas; 

· necessidade de encontrar um significado mais profundo na sua vida, ou um sentimento que "algo está faltando". 




Tudo aquilo que nós não admitimos sentir, tudo aquilo que não queremos enxergar dentro de nós mesmos e o que não reconhecemos como verdadeiro em nosso caráter, define o que podemos chamar de nosso ¨lado escuro da alma¨ ou Sombra. 




“Sombra” é um conceito Junguiano para definir a soma dos lados rejeitados da realidade que a pessoa não quer admitir ou ver em si mesma, permanecendo, reprimido ou esquecidos nas profundezas da intimidade do ser. 




Por medo de nos mostrarmos como realmente somos, nossas relações não se aprofundam, ficam limitadas a um nível superficial. Fechamo-nos intimamente, para que possamos nos sentir emocionalmente seguros, nos escondemos de nós mesmos. Mas, na verdade, não nos livramos do nosso lado rejeitado simplesmente porque fechamos os olhos para ele, porque mesmo assim este lado que não queremos ver, continuará existindo na “sombra” de nossa estrutura psíquica. 




Não querer aceitar as múltiplas emoções e sentimentos de nosso universo interior nos levará a viver sem o controle de nossa existência e sem ter nas mãos o direcionamento que queremos dar a nossa vida. Ao aceitarmos que são elementos naturais da psique humana em evolução, sentimentos como incertezas,carências, o recolhimento, a apatia, os medos, a agitação, a rejeição e vários outros, aí então estaremos iniciando o nosso trabalho de auto-conhecimento, a fim de que possamos enxergar onde erramos, os significados e, a partir de então, encontrar o meio-termo, ou seja, não estar num extremo nem no outro. 


Conseguir manter a calma em determinadas situações é fundamental. Em outras se não houver uma dose de firmeza, você pode ser engolido pelo inimigo. Há dias em que você se sente como uma panela de pressão prestes a explodir? Em outros, tudo o que mais lhe atrai é ficar trancada dentro de casa sem ver ninguém? Todas as suas emoções estão misturadas? Raiva, rancor, instinto, compaixão se misturam e você nem sabe mais como diferenciar cada um de seus sentimentos? Seu jeito de reagir impulsivamente às situações do dia-a-dia está complicando sua vida? Cuidado, você está caminhando para um beco sem saída! 




O mundo está mudando de forma muito acelerada, ou nos adaptamos de forma ágil, flexível e versátil ou encontraremos muitas dificuldades e certamente sofreremos mais. 




Hoje é bastante comum que consultores de empresas e de carreiras recomendem cada vez mais que os profissionais façam terapia como uma meta de ampliação do sucesso profissional. Sabemos que quando uma pessoa supera seus conflitos, bloqueios, auto sabotagem, torna-se mais produtiva, eficaz, criativa, assume mais responsabilidades na vida e se sente apto a resolver cada uma delas. 




Com orientações específicas, recursos terapêuticos que possibilitam um espaço de tempo relativamente curto, resultados bastante significativos. A terapia bem conduzida será uma fonte de alívio, autoconfiança, revitalização e renovação pessoal. 




O investimento em seu auto conhecimento é muito importante e traz o melhor retorno que alguém pode fazer em benefício de si próprio,a conquista do seu bem estar e sua felicidade.

Saraswati é a deusa










Saraswati é a deusa do conhecimento, das artes, da beleza, da música e da verdade simbolizada por uma mulher bonita, com quatro mãos, montado em um cisne branco entre os nenúfares para dizer a humanidade de que a ciência é como uma mulher bonita. Suas mãos seguram uma folha de palmeira, uma lontar, (um livro tradicional de Bali que é a fonte da ciência ou conhecimento), uma cadeia (genitri com 108 peças), simbolizando que o conhecimento nunca está terminando e tem um ciclo de vida eterna, e um instrumento musical (violão ou wina) simbolizando que a ciência se desenvolve através do crescimento da cultura. O cisnes simbolizam a prudência, a fim de que o conhecimento pode distinguir entre o bem eo mal e os nenúfares (Lotus) são símbolos de santidade. A flor de Lótus é o mais sagrado para Bali.

A palavra sânscrita sara significa "essência" e swa significa "eu". Assim Saraswati significa "a essência de si mesmo." Saraswati é representado na mitologia hindu como a divina consorte do Senhor Brahma, o Criador do universo. Uma vez que o conhecimento é necessário para a criação, Saraswati simboliza o poder criativo da Brahma. Deusa Saraswati é adorado por todas as pessoas interessadas em conhecimento, especialmente os estudantes, professores, estudiosos e cientistas.

O sari branco que a Deusa está usando denota que ela é a personificação do conhecimento puro. Os quatro braços denotar Sua onipresença e onipotência. Os dois braços dianteiros indicam sua atividade no mundo físico e os dois braços para trás significar sua presença no mundo espiritual. Os quatro mãos representam os quatro elementos da personalidade interior. A mente (manas) é representado pela mão direita frente, o intelecto (buddhi) pela mão esquerda da frente, a consciência condicionada (Chitta) pelo lado esquerdo traseiro, eo ego (ahankara) pelo lado direito traseiro. Um livro na mão traseira esquerda significa que o conhecimento adquirido deve ser usado com amor e bondade para promover a prosperidade da humanidade.

Dois cisnes são representadas no lado esquerdo da Deusa. Um cisne é dito que tem um bico sensível que lhe permite distinguir leite puro a partir de uma mistura de leite e água. Um cisne simboliza o poder de discriminação. Saraswati usa o cisne como seu portador. Isso indica que um deve adquirir e aplicar o conhecimento com a discriminação para o bem da humanidade. Conhecimento que é dominada pelo ego pode destruir o mundo.


Brahma com Sarasvati (sua contraparte feminina) são os representantes de Brahman atuando como os mensageiros da “Criação– o Plano Divino - Os mensageiros da Semente da Verdade do Pai”. 

É Brahma quem nos traz a vontade do Pai, o conhecimento do plano divino para nossas vidas. Este plano se manifesta de uma maneira bem abstrata e de difícil compreensão. O Plano nesta fase é uma semente que ainda não germinou.

Brahma se manifesta trazendo a vontade de Brahman para o nosso corpo da memória. Este plano divino vem para nós a cada início de ciclo de doze anos. 

Sarasvati tem um importante papel nos ajudando a aceitar e a compreender a vontade do Criador, o que exigirá sempre muito de nós, colocando-nos sempre à prova, frente a frente com novas mudanças e transformações em nossas vidas.



Namastê!